Em 18 de dezembro de 1994, um grupo de servidores Engenheiros Agrônomos, Médicos Veterinários, Químicos, Farmacêuticos e Zootecnistas da área de controle, inspeção e fiscalização agropecuária se reuniu com o então Ministro da Agricultura e do Abastecimento - Dr. Sinval Guazelli, e o convenceu da necessidade de melhoria salarial compatível com as demais carreiras da área de fiscalização federal, entregando-lhe um documento reivindicatório.
O Sr. Ministro levou imediatamente o nosso pleito ao Senhor Presidente da República à época, o Dr. Itamar Franco, que atendeu nossa reivindicação, parcialmente, através da edição da MP nº 807 de 30 de dezembro de 1994, instituindo a Gratificação de Desempenho de Fiscalização - GDF. Foi o início da criação da Carreira.
Continuamos a luta, em 2 de abril de 1998, foi aprovada a Lei nº 9.620/98, que criava a Carreira de Fiscal de Defesa Agropecuária, que veio resolver em parte os nossos anseios, pois além de não disciplinar a transformação e transposição para a Carreira ora criada dos ocupantes dos cargos permanente de Engenheiro Agrônomo, Químicos, Farmacêuticos e Zootecnista, deixava de lado a categoria dos Médicos Veterinários.
Continuando a luta pela melhoria salarial e organização da Carreira conseguimos ver aprovado a Lei nº 9.775, de 21 de dezembro de 1998, que disciplina a transformação e enquadramento para a carreira de Fiscal de Defesa Agropecuária, os atuais cargos efetivos de Engenheiro Agrônomo, Químico, Farmacêutico e Zootecnista, que estejam no efetivo exercício das atividades de controle, inspeção e fiscalização agropecuária, deixando de fora os Médicos Veterinários mais uma vez.
Em 30 de junho de 2000 vimos, finalmente, nossos méritos serem reconhecidos através da publicação da MP nº 2048-26/2000, que criou a Carreira de Fiscal Federal Agropecuário. Mas a satisfação não foi plena, porque na parte remuneratória ficamos muito aquém das demais carreiras exclusivas de Estado.
Com a denominação da Carreira para Carreira de Auditoria Fiscal Federal Agropecuária, buscamos também assim, o ajustamento necessário de nossos procedimentos fiscais ao planejamento, diretrizes, prioridades, objetivos, público-alvo de nossas ações e nosso trabalho ao processo de auditoria fiscal, como definido e conceituado pelos órgãos controladores do Estado, preservando-se a especificidade de nossa atuação, a peculiaridade e a complexidade da atividade agropecuária e do seu corpo funcional, como demonstração objetiva de competência, organização e capacidade evolutiva.
Este é, pois, o nosso desafio. Continuaremos a avançar para que nossa categoria seja de Auditoria Fiscal, mantendo o alto nível de contribuição profissional que nos insere no plano desta Carreira de Estado e na contribuição econômica, social e profissional que o País necessita.